A terceirização da maternidade – e o que os outros têm a ver com isso

Texto de Clara Magalhães.


**Esse texto foi escrito após a leitura desde outro texto aqui.

Fonte: Nursery – Escola de Babá

“A moça grávida procura uma agência de babás antes mesmo da criança nascer. Ela vem de uma família que tem condições de contratar alguém para ajudá-la no serviço doméstico de cuidar dos filhos, e quer ter a possibilidade de escolher a melhor babá. A carteira é assinada com 15 dias de antecedência da Data Provável do Parto, a famosa DPP, para dar tempo da recém-empregada babá colocar o quartinho todo em ordem: as roupas serão todas lavadas com sabão de coco, ou outro neutro. A mala para a maternidade será feita com a antecedência necessária. A nova mamãe terá tempo de conhecer a contratada no período de experiência e decidir se o trabalho dela satisfaz. Após o nascimento do bebê, a babá será praticamente a segunda mãe da criança. Os banhos serão dados quase que na totalidade por ela, as roupas, a comida, a limpeza do quarto, o cuidado com o umbigo, o cuidado com os brinquedos que vão à boca, e até mesmo, porque não, com a mamadeira e a chupeta. Na primeira semana com a criança a família percebe que estará sozinha com a criança em vários momentos, e decide procurar uma folguista para os sábados e domingos, e outra para o horário noturno. A nova mãe se sente insegura e sente necessidade de alguém acompanhando e ajudando ela a fazer o novo trabalho – que ela realmente achava que conseguiria aprender nas aulas que frequentou naquele instituto especializado em maternidade.”

Essa situação parece realmente distante da esmagadora maioria das gestantes no Brasil.

Mas é algo recorrente nas famílias de alta renda e demonstra apenas um dos motivos que levam uma família a optar pela presença constante de uma babá.

Você pode até me dizer que considera o motivo fraco, insuficiente, ou até mesmo injusto. Mas afinal de contas, qual é mesmo um motivo “justo” para se contratar uma babá?

Eu poderia escrever aqui uma lista imensa, e ainda assim, uma mãe poderia vir conversar comigo e acrescentar um novo motivo à lista.

A Ana irá me dizer que precisa da babá para trabalhar: justo!

A Joana irá me dizer que precisa da babá para descansar: justo!

A Fernanda irá me dizer que precisa da babá para sair com as amigas, ou até mesmo – pasme! – sozinha: justo!

A verdade é que não existe um motivo justo, porque todos eles são justos. Exercer a maternidade é algo que demanda tempo, paciência, dedicação, disposição e amor, e não são todas as pessoas no mundo que possuem todas essas qualidades ao mesmo tempo. Eu posso até mesmo ter uma dessas qualidades num dia, e no outro acordar sem ela.

Infelizmente ainda vemos algumas pessoas apontando o dedo e julgando as escolhas dos outros. Estamos, como sociedade, sempre prontos a querer decidir o que é certo e o que é errado, não só para mim, mas para os outros que estão à minha volta. Não basta que as escolhas dos outros não mudem em nada a vida alheia, queremos sempre que eles pensem como nós. Na maternidade, especificamente, queremos que as mulheres escolham a “hora certa de engravidar”, o “parto certo”, o jeito “certo” de criar. São tantas cobranças desnecessárias, e tudo poderia se resumir a respeitar as escolhas alheias.

Vamos partir então do momento em que você saiu da barriga da sua mãe: o senso comum (tirando algumas iniciativas lindas na Alemanha, na Austrália e na Nova Zelândia, por exemplo) definiu, desde que você nasceu, o seu papel na sociedade: se você nasceu com uma vagina será automaticamente tratada como mulher. Suas roupas serão cor-de-rosa e você usará fraldas que vêm em pacotes rosa, terá sua orelha furada antes mesmo de sorrir pela primeira vez, você crescerá no mundo feminino, será levada a depilar-se e livrar-se dos pelos “indesejados e sujos” já na adolescência. Você deverá gostar de bonecas e aprender a, desde cedo, cuidar de outras pessoas. Você não deverá se tocar e o fato de ter curiosidade e querer conhecer mais sobre o próprio corpo será tomado como repulsa e como algo sujo. Você deverá estar sempre linda para atrair as pessoas do sexo oposto, mas ao mesmo tempo, não poderá atrair demais, senão eles não conseguirão segurar o “instinto masculino” de te tocar sem você permitir. Em dado momento da sua vida, você deverá namorar, casar, e, tão logo, engravidar. Mas é isso mesmo que você quer? Ou você foi levada a acreditar que quer isso, porque essa foi a única possibilidade que lhe foi apresentada?

E se aquele “instinto maternal”, tão citado por aí, lhe parecer algo distante e que não te pertence? Deve ter alguma coisa de errado com você, afinal. Você decide sucumbir aos apelos da sociedade e do seu companheiro, e engravida. Você passa os nove meses se sentindo mal, com náuseas (e como um flash você se pergunta se não é o seu inconsciente rejeitando a gravidez que você, lá no fundo, não queria). Seu bebê nasce e você não se identifica com ele de cara, você se sente um monstro por não amar imediatamente aquele ser que veio de dentro de você. Seu companheiro logo volta ao trabalho, afinal de contas, a licença-paternidade é de somente cinco dias corridos, e ele precisa, além de ser o provedor da família nesse momento, voltar para a sua “satisfação pessoal”: o trabalho (leia mais aqui sobre a licença-paternidade). Aquele bebê se torna tarefa exclusiva sua. A amamentação é difícil e você decide colocar a criança para tomar uma mamadeira de madrugada, para permitir que você durma algumas horas a mais.

Crianças e adultos em playground em Nova Iorque,
ca.1910~1915. Imagem de Library of Congress no Flickr.

Você resolve então contratar uma babá para ajudar, mas logo aparecem as críticas das pessoas à sua volta: “babá para quê? Você nem está trabalhando!”. Com o apoio do seu marido, e com a babá contratada, ela começa a fazer parte da rotina do seu filho e você se sente mais confiante e feliz, mas logo aparecem os fantasmas: “Onde você estava que eu vi seu filho com a babá, sozinha, no parquinho?”… “Por que você leva a babá para o clube aos domingos, você não se sente mal de não ficar com seu filho?”… Você se sente desamparada, sozinha, triste.

Algumas mulheres não contam nem mesmo com a possibilidade de contratar a babá: apesar de terem se tornado mães e precisarem exatamente do mesmo descanso que todas as outras, são obrigadas a fazê-lo 100% do tempo. Seja para si mesmas, seja porque elas são babás de outra pessoa, ou são empregadas domésticas, e os baixos salários não permitem que ela arque com esse novo custo. O apoio da família passa a ser fundamental e, para estas mulheres, cuidar dos filhos pode ser sinal de estafa e cansaço.

É isso que é a maternidade, afinal?

Todo esse cenário cruel com a mulher tem endereço certo: é fruto da sociedade patriarcal em que vivemos. A mudança de alguns paradigmas dessa sociedade provavelmente modificaria drasticamente esse cenário.

Para começo de conversa, não, você mulher não deverá se tornar mãe, se não quiser. Você não deve isso à sociedade. Você não nasce com esse débito.

Você, mulher, pode ter prazer com o seu corpo. Você pode se tocar, você pode se descobrir. O seu corpo te pertence, e com ele você pode fazer o que quiser, desde que não interfira na pessoa ao lado.

Você, mulher, deve poder decidir o que fazer com o seu corpo. Portanto, se engravidar, mesmo sem querer, você poderá optar por dar continuidade ou não a esse processo profundo que é a gravidez. Seja qual for o motivo. Enquanto o amontoado de células dentro de você não tiver movimentos cerebrais (ou seja, não estiver consciente), ele não é uma vida, e portanto, ainda é somente parte do seu corpo: lembre-se, você tem autonomia sobre ele.

Se você, mulher, decidiu engravidar, quis ter esse filho e contou com a ajuda de uma segunda pessoa nesse processo de decisão, então essa segunda pessoa é tão responsável quanto você pelo ser gerado. Isso significa que as tarefas relativas a ele não são exclusividade sua. Você não conta com a “ajuda” desta pessoa, você conta com a divisão de tarefas.

Você, mulher, tem o direito de querer ou não amamentar. Você tem consciência da importância da amamentação para o desenvolvimento do seu filho, mas você pode e deve optar por fazê-lo somente se quiser, até quando vocês dois quiserem. E você tem o direito de amamentar onde quiser, onde o seu filho sentir fome e nessa situação específica seus seios são, antes de um objeto sexual, a fonte do alimento mais completo que o seu filho pode ter.

Você, mulher, tem direito a descansar. Ter engravidado e ter parido não te colocou em uma posição de trabalho 24h/dia, sem direito a pausas. E isso só será possível se alguém se colocar na posição de cuidador do seu filho. Esse alguém pode ser um vizinho, um amigo, seus pais, seu companheiro/a, a escola, a creche, a babá. Lembre que a sociedade fará de tudo para que você não tenha folga, mas que você pode, e deve, descansar.

Você, mulher, tem o direito e o dever consigo mesma de ser feliz. Portanto, se precisa de ajuda, procure. Desde o cuidador do seu filho, até um terapeuta ou psicanalista. Qualquer ajuda para te fazer feliz é bem-vinda.

Portanto, mãe, mulher, não se sinta culpada se você precisa da babá. A verdade é que o ambiente doméstico no qual você está inserida exigirá alguns cuidados – e deveres! – a mais com este novo empregado dentro de casa, pois ele é um empregado como outro qualquer, com seus próprios direitos trabalhistas, recém-incluídos na nossa Constituição. Definir qual a melhor saída para que você tenha sua vida é um trabalho para o círculo familiar no qual você está inserida.

Você tem esse direito. A sociedade te deve esse direito. E NINGUÉM tem nada a ver com isso.

__________

Este assunto está longe de ser esgotado e o texto acima não tem a pretensão de fazê-lo. Portanto voltamos em uma semana com uma análise complementar da questão da terceirização do cuidado com as crianças.
Para saber mais, indicamos a leitura de dois textos: 27 de abril: dia da trabalhadora doméstica
e Trabalho doméstico: tempo de mudanças necessárias 

12 comentários Adicione o seu

  1. Apenas um adendo: mães que se exasperam com palpiteiros e que desejam aprovação de suas escolhas e atitudes estão fadadas a uma imensa frustração. O palpite é livre e a cara de alface também. Não preciso de aprovação, preciso de apoio, suporte – criança é responsabilidade dos pais e da sociedade.

    É um absurdo pais de crianças pequenas serem obrigados a ficar fora de casa a trabalho por cerca de 12 horas por dia. Saímos às 7h30min e voltamos às 19h para casa, para brincar, organizar casa, comer, cuidar: isso é vida?

    É inaceitável que empresas aceitem atestados médicos somente de filhos menores de 7 anos.
    É bizarra uma licença paternidade de 5 dias! É lamentável o não cumprimento da lei de determina que empresas com mais de 30 funcionários (e não funcionáriAs) precise ter serviço de creche ou bolsa-creche.

    Ter babá ou usar escola em tempo integral deveria ser uma opção para quem tem criança e QUER estar longe dela o dia todo e parte da noite, seja para trabalhar, deixar a casa brilhando, olhar para o céu ou dormir, e não uma obrigação sem sentido: até parece que algum profissional trabalha sem parar por 8 horas…

    Curtir

  2. Aline disse:

    Quem pode contrata babá e provavelmente foi convencida pelo GO da família de que não pode parir e vai pra cesárea, o bebe nasce prematuro porque o ultrasson errou a semana de gestação e haja UTI neo-natal, o leite é fraco ou a pobre mãe não tem leite e enfia na criança um tubo de plástico com leite artificial produzido por aquela multinacional que quer privatizar ÁGUA e banca Pediatras fofinhos para convencer a mulher de que ela não é capaz de nada. Aliás interagir e estimular a criança nada, na impossibilidade de uma babá tem TV cheio de desenhos – publicidade, erotização e consumismo. Eu me pergunto, quem lucra com essa história toda de terceirização da criação, de falta de informação,falta de apoio e empoderamento? certamente não é a criança e muito menos a mãe.

    Curtir

  3. Deh Capella disse:

    Verônica, acho fundamental mesmo isso que você ressalta: não precisar de aprovação, mas de apoio e suporte. É um pouco aquilo que eu sempre penso: não quero condescendência, não quero migalha nem tapinha na cabeça, quero compreensão, respeito e apoio. É puxado o negócio.

    E aí um negócio que comentamos hoje na lista: tem a perversidade do “amor”. De acordo com essa corrente de pensamento do amor perverso e escravizante, se você AMA seu filho tem que encarar a jornada pesada e dupla ou tripla sorrindo. Dureza.

    Beijão, agradecemos pelo comentário!

    Curtir

  4. Deh Capella disse:

    Aline, acho fundamentalíssimo isso que você disse da falta de informação, de apoio e de empoderamento. Acredito nas escolhas da mãe e da pessoa cuidadora – seja essa escolha a terceirização do cuidado pra uma babá, pra escola integral, a oferta de leite artificial ou a cesárea eletiva. Mas que a escolha seja subsidiada por informação farta e de qualidade, não por medo e argumentos de autoridades com conflitos gigantescos de interesse.
    Agradecemos pela visita, pelo comentário!

    Beijão!

    Curtir

  5. Anne disse:

    E o filho da babá também precisa de babá. Ou a babá também tem direito a descanso. E também deveria ela ter direito a uma jornada reduzida, licenças estendidas, flexíveis, tempo para amamentar ou não amamentar. EU não vejo nada de feminista em transformar a profissão da babá, ou da empregada doméstica em um “direito” das patroas. Nem um desejo de consumo. Penso mesmo em outras inciativas que garantam todos os nossos direitos justos!! (justos, estou de acordo com o texto em todas as instâncias) e para todos. De onde eu enxergo, e falo apenas do meu recorte, sem pretensão de que ele seja relevante, porém sem ignorar que ele existe, babás são mal pagas, trabalham horas super extensas, aos fins de semana, gastam horas de locomoção pela cidade e pouco tem – elas próprias – chance de celebrar os mesmos direitos. Para mim, não é esse o caminho.

    Curtir

  6. Excelente texto, é exatamente assim que eu penso. Das minhas escolhas, cuido eu. E para quem não acredita, é possível ter babá e ser uma mãe presente, participativa e, essa é a melhor parte, leve. Para a mulher que eu sou, se eu fosse tentar ser mulher maravilha eu certamente seria uma péssima mãe.
    Fora o fato- e aqui não estou generalizando, obviamente-que grande parte de quem critica as mães com babás são as mães que não tem babás, e não por escolha, mas por impossibilidade. Ou seja, argumento defensivo não vale.

    Curtir

  7. Cecilia disse:

    Oi, Anne. Concordo muito com a sua crítica sobre os direitos trabalhistas das babás. Eu mesma me sinto muito incomodada com a facilidade com que patrões e patroas contam com babás aos finais de semana, em viagens e até em datas comemorativas, como se esses momentos não fossem importantes para elas desfrutarem na sua privacidade. E claro, como os salários realmente não são sempre bons, muitas aceitam trabalhar como folguistas para compensar. Por outro lado, principalmente no caso de mães solteiras, as babás podem representar a possibilidade de um tempo livre. Se bem que eu ainda preferia ver adolescentes fazendo trabalhinhos de baby sitter, pena não termos essa cultura. Obrigada pela visita!

    Curtir

  8. Deh disse:

    Eu preferia a princípio, pensando num mundo ideal, que houvesse uma oferta boa de creches para as crianças, que houvesse uma rede de cuidados com que famílias pudessem contar. Acho que essa questão das babás é como aquela da emancipação feminina baseada na exploração do trabalho…de outras mulheres, mais desfavorecidas. Então entendo que o descanso e o apoio, a infraestrutura para trabalhar/descansar/estudar e condições de trabalho pra todas as mulheres são bandeira básica, sem essa de “direito de patroas” que você menciona, Anne. 🙂 (tô pensando aqui que tem aquele negócio de a presença da babá ser tantas vezes símbolo de status, como um bem de consumo qualquer, então “pega bem” pras classes privilegiadas ter a babá acompanhando, de preferência com o uniforme que sinaliza a subordinação dela em relação aos demais e automaticamente demonstra o $valor$ dos patrões).
    Obrigada pela visita, Anne!

    Curtir

  9. Anne disse:

    para a minha realidade certamente os modelos de cuidado flexíveis com criança, e que não envolvam uma profissão ou comércio são os mais adequados. convenhamos, escola ou creche particular nos modelos de hoje são comércios. vizinhos, famílias que se ajudam, baby sitters, em horários pontuais acho incrível e infalível se o problema é um passeio, um descanso, uma noite no motel. creches públicas, mas sem a obrigatoriedade de horas fixas, extensas… mas também com a possibilidade de horas extensas sim, se o problema é querer trabalhar longas horas.
    antes de sequer propor que (em uma família com dois adultos cuidadores) x parceirx divida a responsa pela criança com igualdade, a classe média já apelou para a babá.
    é inconcebível em um plano geral que o homem reduza sua carga horária. mas é concebível, largamente concebível, que uma outra mulher venha para dentro da casa para maternar, mantendo o estigma (né? viajei?) de que quem cuida é a mulher… portanto… babás, babás… teminha espinhento. curti o texto, mas não gosto de pensar que a sociedade me deve o direito de ter uma babá. eles devem ao meu filho o direito de ser encarado como uma responsabilidade global. e por fim, não me sinto incomodada verdadeiramente com quem tem babá não. conheci mulheres maravilhosas trabalhando como babás, que quando viam meus filhos se esborracharem nos parquinhos, vinham me dizer “ainda bem que é a mãe, se fosse a gente perdia o emprego!!”… e sigo me questionando se esse é um modelo bacana para as crianças e as mulheres que dependem deles, sejam elas as babás ou as patroas. bjo bjo

    Curtir

  10. Claramc disse:

    Meninas,
    O recorte da babá veio a partir de um texto criticando as escolhas de algumas mulheres que fazem o uso legítimo de uma relação de trabalho, cada vez mais justa, se todas as famílias pusessem em prática os direitos trabalhistas que elas (infelizmente só agora) possuem.
    O feminismo está no empoderamento das próprias escolhas e na possibilidade, sem culpa, de ter vida própria.
    O grupo está preparando um texto aprofundando a questão das relações de trabalho ainda extremamente injustas no nosso país.
    Talvez o fato do texto usar esse recorte possa parecer elitista, mas se conseguirem enxergar que a tentativa é de mostrar que antes de mães, somos mulheres, autônomas e com vida própria, cada qual com sua história de vida, e que ninguém deveria se colocar na posição de julgar os motivos pelos quais eu escolho certas coisas, talvez entendam o cerne do texto.
    Obrigada pelas considerações!
    Abraços

    Curtir

  11. Claramc disse:

    Eu poderia ir além Deh, pediria um mundo com jornada reduzida, creches públicas, aborto legalizado, igualdade social, um mundo onde os machos se sentissem tão responsáveis quanto eu na criação dos filhos. Etc etc etc.
    Há uma infinidade de assuntos a serem tratados e todos eles têm o seu vies feminista.

    Curtir

  12. Claramc disse:

    Sobre a babá como símbolo de status. Sei lá. Eu posso estar sendo MUITO ingênua, mas não vejo muito isso. Eu enxergo a babá mais como uma substituta ao que deveria ser o papel do pai, infelizmente um ser que, por mais que possa ser existente, em muitos casos é ausente no sentido do cuidado.

    Curtir

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s