Clipping FemMaterna – 24/08 a 01/09/2013

Erradicação do trabalho infantil

Foi realizado em São Paulo no dia 26 de agosto o Encontro Internacional contra o Trabalho Infantil. O produto do encontro será uma publicação a ser apresentada na III Conferência Mundial contra o Trabalho Infantil, que acontecerá nos dias 08 a 10 de outubro, em Brasília. O evento foi financiado pela Fundação Telefônica, que divulgou um importante levantamento sobre o trabalho infantil na América Latina:

A educação de pessoas surdas e o preconceito


A professora Sílvia Andreis Witkoski defendeu sua tese de doutorado na Universidade Federal do Paraná (UFPR) sobre a educação de pessoas surdas e o preconceito que quem não ouve. Ela mesma relata na entrevista publicada no site G1 que a partir do momento em que perdeu a audição, passou a sofrer de preconceito. Com a doença, Sílvia perdeu a audição, o casamento, o emprego como professora universitária. “Fui considerada inabilitada”, disse.
Em sua tese, Sílvia, atenta para a necessidade da ampliação do ensino bilíngue no Brasil: 
“A pesquisa de campo evidenciou que, de fato, o ensino público oficialmente denominado bilíngue oferecido aos alunos surdos, em escola específica, produz iletrados funcionais. A análise dos dados empíricos aponta para o preconceito contra os alunos surdos que os estigmatiza como sendo deficientes e sem condições efetivas de desenvolvimento semelhante aos ouvintes; a não formação ou formação deficitária dos professores; às tentativas de normalização do surdo à cultura hegemônica, que repercutem negativamente na sua formação como indivíduo. Os surdos, por ser estigmatizados como deficientes usuários de uma língua de categoria inferior, uma linguagem, por sua vez também deficiente, são tratados no espaço institucional como tal.” 
Leia a íntegra da entrevista aqui.

Uma ideia que podia pegar aqui, ali…
Há cinco anos, na cidade inglesa de Todmore, começou a ser desenvolvido um projeto que transformou terrenos públicos em hortas urbanas, que hoje são mais de 40. A população é incentivada a cultivar e pode depois levar produtos para casa. As escolas da cidade já incluíram as hortas como atividades do currículo escolar. Voluntários ajudam a cuidar das hortas e as atividades são avaliadas periodicamente. 
Bill Watterson, o “pai do Calvin”: conselho de um cartunista

Bill Watterson, o criador de Calvin e Haroldo (Calvin e Hobbes, no original), foi convidado em 1990 a fazer o discurso de formatura na Kenyon College. Esse discurso foi transformado em uma tirinha pelo cartunista Gavin Aung , criador do site Zen Pincels, que transforma citações motivacionais em história em quadrinhos. Luciano Ribeiro, do site Papo de Homem traduziu para o português essa tirinha. Estamos compartilhando no clipping (o link, a tirinha é muito grande e não merece ser minimizada) porque é importante nós refletirmos a respeito da desvalorização dos trabalhos que não são entendidos como produtivos pela sociedade, como por exemplo, a maternagem. É bem interessante também ver que a voz da tirinha é a de um pai, refletindo sobre trabalho e cuidado, prioridades na vida.

Mais de 50% das mulheres deixam de trabalhar quando têm filhos

Pesquisa feita pela Catho divulgada pela Folha de São Paulo concluiu que cerca de 53% das mulheres abandonam o mercado de trabalho quando nascem seus filhos. Dessas, 18,6% não retornam a seus postos. 
A diretora de RH da empresa responsável pela pesquisa afirma que a retirada do mercado de trabalho acontece por motivos diferentes conforme o grupo social da mulher: para as mais pobres, com menor escolaridade e em empregos pior remunerados, não vale a pena, na ponta do lápis, sair para trabalhar e deixar as crianças com cuidadores (quando eles existem) ou em escolinhas e creches (quando há disponibilidade de vagas). Para as mulheres mais ricas a ideia é viver a maternidade como prioridade, porque elas tiveram até aquele momento mais condições de ascender na carreira e de estudar. As mulheres consideradas como de classe média tendem a acumular vida profissional e vida doméstica.
Quando voltam a trabalhar é comum que as mulheres demorem mais a se recolocar no mercado de trabalho e recebem salários inferiores.
Mais uma vez a contradição flagrante: a sociedade que cobra da mulher o desempenho do papel de mãe também não oferece apoio e infraestrutura para que ela o faça.

Laerte e o Hino Nacional Fóbico


Eventos e dicas


– Na terça-feira, 03 de setembro, acontece no auditório da Folha de São Paulo um debate sobre inclusão de pessoas autistas. As inscrições podem ser feitas por email ou por telefone (0xx11 3224-3473).
– Começou dia 23 de agosto e vai até dia 16 de setembro a Mostra Primeiro Olhar – Festival Internacional de Teatro para Bebês. As apresentações são realizadas no Espaço Sobrevento, no CLAC – São Bernardo e em CEUs. A entrada é gratuita. Mais informações aqui.
– O livro Débora conta histórias foi lançado em agosto e traz fábulas sobre inclusão. A autora, Débora Seabra, é a primeira professora com Síndrome de Down do Brasil.

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